CORYPHORIDAE

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Gêneros:

  • Coryphorus (1)

  • BAETIDAE 118
  • CAENIDAE 23
  • CORYPHORIDAE 1
  • EPHEMERIDAE 1
  • EUTHYPLOCIIDAE 4
  • LEPTOHYPHIDAE 54
  • LEPTOPHLEBIIDAE 95
  • MELANEMERELLIDAE 1
  • OLIGONEURIIDAE 15
  • POLYMITARCYIDAE 34
  • Espécies.

    Distribuição e diversidade

    Coryphoridae é uma família monotípica, representada por Coryphorus aquilus Peters, 1981 e com distribuição restrita à Região Neotropical, mais precisamente ao centro-norte da América do Sul (Norte do Brasil, Colômbia e Guiana Francesa) (Peters 1981, Molineri et al. 2002, Orth et al. 2000).

    Sistemática

    Fazem parte de um grupo denominado Pannota, que integra em conjunto com Caenoidea, Leptophlebiidae e Potamanthidae um grupo maior denominado Furcatergalia (Ogden et al. 2009).  Juntamente com Melanemerellidae e Leptohyphidae, e outras famílias que não ocorrem no Brasil, é integrante de Ephemerelloidea.  De acordo com Molineri & Domínguez (2003), Coryphoridae é o grupo irmão de Leptohyphidae, família a qual pertenceu até recentemente.  Coryphorus aquilus foi descrita originalmente apenas com base em ninfas e sua classificação sempre foi controversa.  Peters (1981) inicialmente inseriu Coryphorus como Machadorythinae, uma subfamília africana de Tricorythidae (nessa época Leptohyphidae era considerada subfamília de Tricorythidae).  Posteriormente Peters & Peters (1993) o transferiram para Leptohyphidae, enquanto McCafferty & Wang (2000) sugeriram que Coryphorus deveria ser tratado como uma subfamília a parte de Leptohyphidae.  Somente com a descrição dos adultos (Molineri et al. 2002) o posicionamento do gênero se tornou mais claro e Coryphoridae foi erigida para abrigá-lo.

    Diagnose (modificada de Salles 2006, Da-Silva & Salles 2012)

    **Ninfa: tecas alares aneriores unidas medialmente, posteriores ausentes; brânquias do segundo segmento abdominal operculares, se tocando medialmente, e sem uma crista dorsal em forma de Y; brânquia presente nos segmentos abdominais de I a V; tubérculos presentes em todos os tagmas e quase todos os segmentos do corpo; espinhos postetolaterais projetados dorsalmente.

    **Adulto: asa anterior ovalada, com margem cúbito-anal pouco desenvolvida (menor que a metade da margem externa ou quase indistinta); asa posterior ausente; margem costal da asa anterior escurecida; intercalares cubitais ausentes; olhos compostos dos machos não turbinados; filamento terminal desenvolvido.

    Habitat e meso-habitat

    Ninfas de Coryphoridae são encontradas em barrancos de rios, a velocidade da água em geral baixa e com pequeno acúmulo de matéria orgânica fina depositada sobre o substrato.  As ninfas são reptantes, se locomovem vagarosamente e quando incomodadas pendem a parte posterior do abdome, incluindo filamentos, sobre o restante do corpo.  Essa posição faz com que as ninfas lembrem muito o aspecto de pequenas ninfas de Libellulidae.  Geralmente estão recobertas por matéria orgânica e fungos.

    Hábitos

    Nada se sabe a respeito dos hábitos alimentares de Coryphoridae.  De acordo com o habitat onde são encontradas e com a morfologia das peças bucais, é bem provável que suas ninfas sejam coletoras-apanhadoras.

    Referências

    Da-Silva, E. R. & F. F. Salles. 2012. Ephemeroptera Hyatt & Arms, 1891, p. 231–244.  In: J. A. Rafael, G. A. R. Melo, C. J. B. Carvalho, S. A. Casari & R. Constantino(Eds.). Insetos do Brasil: Diversidade e taxonomia. Ribeirão Preto, Holos, 810 p.

    McCafferty W.P. & Wang T.-Q. 2000. Phylogenetic systematics of the major lineages of pannote mayflies (Ephemeroptera: Pannota). Transactions of the American Entomological Society 126(1): 9-101.

    Molineri C. & Dominguez E. 2003. Nymph and egg of Melanemerella brasiliana (Ephemeroptera: Ephemerelloidea: Melanemerellidae), with comments on its systematic position and the higher classification of Ephemerelloidea. Journal of the North American Benthological Society 22(2): 263-275.

    Molineri C. & Peters J.G. & Zuñiga de Cardoso M.C. 2001(2002).  A new family, Coryphoridae (Ephemeroptera: Ephemerelloidea), and description of the winged and egg stages of Coryphorus. Insecta Mundi 15(2): 117–122.

    Ogden T.H. & Gattolliat J.L. & Sartori M. & Staniczek A.H. & Soldan T. & Whiling M.F. 2009. Towards a new paradigm in mayfly phylogeny (Ephemeroptera): conbined analysis of morphological and molecular data.  Systematic Entomology 34: 616-634.

    Orth K. & Thomas A. & Dauta C. & Horeau V. & Brosse S. & Ademmer C. 2000. Les Ephémères de la Guyane Française. 1. Premier inventaire générique, à but de biosurveillance [Ephemeroptera]. Ephemera 2(1): 25-38.

    Peters W.L. & Peters J.G. 1993. Status changes in Leptohyphidae and Tricorythidae (Ephemeroptera). Aquatic Insects 15: 45-48.

    Peters W.L. 1981. Coryphorus aquilis, a new genus and species of Tricorythidae from the Amazon basin (Ephemeroptera). Aquatic Insects 3(4): 209–217.

    Salles, F.F.  2006. A ordem Ephemeroptera no Brasil (Insecta): Taxonomia e diversidade. 313 f. Tese  (Doutorado em Entomologia) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa.

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