OLIGONEURIIDAE

GÊNEROS
ESPÉCIES
INFORMAÇÕES GERAIS
IMAGENS

  • BAETIDAE 118
  • CAENIDAE 23
  • CORYPHORIDAE 1
  • EPHEMERIDAE 1
  • EUTHYPLOCIIDAE 4
  • LEPTOHYPHIDAE 54
  • LEPTOPHLEBIIDAE 95
  • MELANEMERELLIDAE 1
  • OLIGONEURIIDAE 15
  • POLYMITARCYIDAE 34
  • Espécies.

    Distribuição e diversidade

    Os Oligoneuriidae formam um grupo de Ephemeroptera que, apesar de ser essencialmente pantropical, invadiu algumas áreas temperadas.  Atualmente existem registros da família para o Novo Mundo (da Argentina até Saskatchewan no Canadá), Europa Central, Ásia (Afeganistão e Japão), além da África e Madagascar (Edmunds et al. 1976).

    De acordo com McCafferty (1990) são reconhecidas três subfamílias de Oligoneuriidae, das quais duas estão presentes na América do Sul e Brasil: Colocrurinae, subfamília que abriga um único e extinto gênero, Colocrus McCafferty, encontrado no Crato, Ceará; e Oligoneuriinae, que comporta basicamente o restante de gêneros de Oligoneuriidae.  Dos dez gêneros dessa subfamília, cinco  estão registrados para o Novo Mundo e para o Brasil. Apesar do número relativamente alto de gêneros encontrados no país, o de espécies, dez, pode ser considerado extremamente baixo (Salles et al. 2004).

    Sistemática

    Historicamente os Oligoneuriidae foram considerados como relacionados a Heptageniidae, Isonychiidae e Coloburiscidae, entre outras, num grupo denominado Branchitergalia (Kluge 1998) ou Setisura (McCafferty 1991), sendo em geral considerados como mais estritamente relacionados a Isonychiidae.  Ogden et al. (2009), no entanto, não encontraram nenhuma sustentação para essas hipóteses.  De acordo com o cladograma de consenso apontado por esses autores, Oligoneuriidae estaria mais relacionada a duas famílias bastantes conspícuas de Ephemeroptera, Prosopistomatidae e Baetiscidae, em conjunto denominadas de Carapacea.  Carapacea e Oligoneuriidae formariam o grupo irmão de Furcatergalia.

    Diagnose (modificada de Salles 2006, Da-Silva & Salles 2012)

    **Ninfa: brânquias associadas às peças bucais, mais especificamente às maxilas; duas fileiras duplas de longas cerdas pectinadas nos fêmures e tíbias anteriores; primeiro par de brânquias abdominais localizado ventralmente, ao contrário das demais, localizadas nos tergitos abdominais.

    **Adulto: asas anteriores aparentemente com poucas veias, longitudinais fusionadas e número de transversais reduzido; asa anterior triangular, com margem cúbito-anal bem desenvolvida (maior que a metade da margem externa); asa posterior relativamente grande, aproximadamente ¼ da asa anterior; pernas das fêmeas atrofiadas; filamento terminal desenvolvido ou ausente.

    Habitat e meso-habitat

    São encontradas apenas em ambientes lóticos e ocupam dois habitats bastante distintos de acordo com o gênero.  Ninfas de Homoeoneuriavivem parcialmente enterradas em áreas com areia, a velocidade da água pode ser lenta ou moderada e a uma profundidade média de meio metro com relação à coluna d’água; são excelentes nadadoras.  Já as de Lachlania Hagen, 1868, Oligoneuria Pictet, 1843 e Fittkauneuria Pescador & Edmunds, 1990, vivem em áreas de forte correnteza, em galhos, raízes ou mesmo em pedras. Enquanto as ninfas de Oligoneuria são bons nadadores, ninfas de Lachlania são típicos agarradores, nadando com dificuldade através de ondulações do corpo.

    Hábitos

    São coletores, filtrando as partículas em suspensão na água com auxílio das cerdas bi-pectinadas presentes no fêmur e tíbia anteriores.

    Referências

    Da-Silva, E. R. & F. F. Salles. 2012. Ephemeroptera Hyatt & Arms, 1891, p. 231–244.  In: J. A. Rafael, G. A. R. Melo, C. J. B. Carvalho, S. A. Casari & R. Constantino(Eds.). Insetos do Brasil: Diversidade e taxonomia. Ribeirão Preto, Holos, 810 p.

    Edmunds G.F., Jr. & Jensen S.L. & Berner L. 1976. The mayflies of North and Central America. Univ. Minnesota Press., 330 pp.

    Kluge N.J. 1998.  Phylogeny and higher classification of Ephemeroptera. Zoosystematica Rossica 7(2): 255–269.

    McCafferty W.P. 1990. Chapter 2. Ephemeroptera. In: Grmaldi D.A. (ed.). Insects from the Santana formation, Lower Cretaceous of Brazil.  Bulletin of the AmericanMuseum of Natural History 195: 20-50.

    McCafferty W.P. 1991. Toward a phylogenetic classification of the Ephemeroptera (Insecta): A commentary on systematics.  Annals of the Entomological Society of America 84(4): 343–360.

    Ogden T.H. & Gattolliat J.L. & Sartori M. & Staniczek A.H. & Soldan T. & Whiling M.F. 2009. Towards a new paradigm in mayfly phylogeny (Ephemeroptera): conbined analysis of morphological and molecular data.  Systematic Entomology 34: 616-634.

    Salles F.F. & Da-Silva E.R. & Hubbard M.D. & Serrão J.E. 2004.  As espécies de Ephemeroptera (Insecta) registradas para o Brasil. Biota Neotropica 4(2): 1-34.

    Salles, F.F.  2006. A ordem Ephemeroptera no Brasil (Insecta): Taxonomia e diversidade. 313 f. Tese  (Doutorado em Entomologia) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa.

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